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"A pressão social sobre os corpos de mulheres e o seu peso é particularmente forte. As mulheres obesas sofrem um risco duplo: têm mais dificuldade em encontrar parceiros sexuais e em gerir as consequências", referiu Nathalie Bajos, do Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale, em declarações à AFP. A questão tem o seu início pela mão dos próprios médicos. que hesitam em receitar a pílula a estas mulheres e muitas vezes não beneficiam de alternativas, como o dispositivo intrauterino, refere Bajos, acrescentando que alguns clínicos acreditam erradamente que as obesas não têm relações sexuais. Este primeiro estudo sobre a sexualidade e o peso foi realizado em 2006, contando-se com 10 mil homens e mulheres, residentes em França, com vários pesos e com idades entre os 18 e os 69 anos. Para quase 30 por cento das mulheres obesas, a sexualidade não é considerada importante, contra 12 por cento entre as que têm um peso normal. As obesas que tiveram um parceiro sexual no último ano são também menos (30 por cento), ao contrário do que acontece com os homens obesos. Quanto aos homens, as disfunções eréteis são quase três vezes mais frequentes nos obesos que entre os 30 e os 49 anos usam quatro vezes menos o preservativo do que os homens com peso normal. Os que têm menos de 30 anos declararam mais doenças sexuais transmissíveis. Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1594745&seccao=Sabia
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